segunda-feira, 13 de junho de 2011

Copacabana e seus problemas

Localizado em um bairro na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, é um dos lugares mais famosos do Brasil. Sua diversidade cultural, social e sua beleza explendorosa junto de cerca de 150.000 habitantes denomina as melhores qualidades de seu bairro. Copacabana possuí uma praia em formato de meia-lua e deu origem a muitas músicas, livros, fotografias e pinturas. 

Famosa por sua tradicional queima de fogos no Réveillon e pelo Carnaval festivo, atrai um grande número de turistas para seus mais de 80 hotéis. No final do ano, a queima de fogos pode ser contemplada por todos na praia atraindo desta maneira uma multidão de pessoas, turistas ou não. A orla ainda é lugar de variados eventos, como shows nacionais e internacionais, durante o resto do ano. 

Porém, nem tudo são flores. Denominada CopaAcabada por morados de bairros vizinhos e até mesmo do próprio bairro, é criticada de tal forma pela intensa quantidade de garotas de programa, senhores de idade, gays, lésbicas e mendigos. Recentemente houve um abaixo assinado devido a idéia de privatizar a faixa de areia por parte de alguns quiosques que farão festas de Reveillon. Alguns consideram tal fato um crime que afronta a legislação sobre a orla. A quantidade de sujeira e lixo espalhado pelas ruas também preocupa a quem lá habita. Muitas vezes afeta sua praia e a torna imprópria para banhistas.

Assim se convive em copacabana. Difícil seria se não houvesse tumulto diante de tanta população e tanta diversidade. O fato é que com ou sem críticas, continua ser um bairro de atração por muitos turistas e até mesmo por famosos internacionais que se hospedam no famoso Coapcabana Palace. Como já dizia Nana Caymmi, Copacabana princesinha do mar.


Copacabana - Nana caymmi.

'' Existem praias tão lindas, cheias de luz,
Nenhuma tem o encanto que tu possues,
Tuas areias, teu céu tão lindo,
Tuas sereias, sempre sorrindo,

Copacabana princesinha do mar,
Pelas manhãs tu és a vida a cantar,
E a tardinha o sol poente,
Deixa sempre uma saudade,
Na gente

Copacabana o mar eterno cantor,
Ao te beijar, ficou perdido de amor,
E hoje vive a murmurar, só a tí,
Copacabana eu hei de amar

Existem praias tão lindas, cheias de luz,
Nenhuma tem o encanto que tu possues,
Tuas areias, teu céu tão lindo,
Tuas sereias, sempre sorrindo,

Copacabana princesinha do mar,
Pelas manhãs tu és a vida a cantar,
E a tardinha o sol poente
Deixa sempre uma saudade,
Na gente

Copacabana o mar eterno cantor
Ao te beijar ficou perdido de amor,
E hoje vive a murmurar, só a tí
Copacabana eu hei de amar

Existem praias tão lindas, cheias de luz... ''

Situação precária na rodoviária novo rio

Não é de hoje que os frequentadores da Rodoviária Novo Rio se queixam da falta de segurança e de organização do principal terminal rodoviário do Estado.
Os passageiros ficam inseguros quando chegam a rodoviária por que ela fica cercada de pivetes, maus elementos e moradores de rua. Temos que ter cuidado já que ocorrem furtos frequentes e a rodoviária não dispõe de seguranças para lidarem com essas situações.
Outro problemas que podemos constatar, é o abuso do preço dos restaurantes e lanchonetes do terminal. É um absurdo eles cobrarem R$ 7,80 por um salgado e um refresco, que na zona sul custa em média R$ 3,00.
E o caos não para por ai, em dias de grande movimento como finais de semana, recesso, carnaval, as pessoas ficam sentadas no chão por falta de estrutura para suportar tamanha demanda de passageiros. Quando acontece essa superlotação na rodovária, os funcionários ficam confusos, ocorrem atrasos no horário dos ônibus, as malas se perdem no meio dessa confusão.
Sem contar com a máfia dos taxistas ao invés de utilizarem o tradicional taxímetro, acabam cobrando um preço tabelado pelas viagens e se aproveitam das pessoas que não conhecem o Rio de Janeiro e os preços variam de R$ 20,00 a R$ 100,00. 
Sendo assim, seria necessário uma maior atenção do governo municipal para tentar reduzir o número de problemas e realizar um desenvolvimento satisfatório para que o Rio de Janeiro, que é uma das principais cidades sedes da Copa de 2014 e umas das cidades mais visitadas do mundo tenha o mínimo de estrutura necessária para suportar qualquer demanda de visitantes à cidade maravilhosa.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

O difícil acesso ao estádio Engenhão.



Diante de alguns problemas enfrentados pelo torcedor carioca, como por exemplo, o alto preço dos ingressos para assistir a partida de futebol de seus respectivos times, este mesmo torcedor tem diante de seu entretenimento outro empecilho. Com o tradicional Maracanã fechado para as obras da Copa de 2014, a única alternativa encontrada pelos clubes do Fluminense e Flamengo foram se juntar ao Botafogo e se transferir do bairro mais acessível do Maracanã e ir jogar em Engenho de Dentro, no estágio do Engenhão. Desta forma, o estádio Olímpico João Havelange, o famoso Engenhão, é considerado um dos mais modernos estádios do país e é o único capaz de sediar um jogo nos padrões originais da FIFA. Porém, esta mudança não caiu nas graças do torcedor carioca.
Já é famosa a grande paixão do povo brasileiro pelo futebol. Os grandes clubes cariocas, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco têm sua torcida sempre os apoiando e o principal questionamento da população é a falta de acessos ao estádio que tem em suas proximidades ruas apertadas com poucas faixas para os automóveis. O governo municipal insiste em dizer que a população tem de se acostumar com o trajeto e passar a confiar no transporte coletivo. Mas não é assim que os torcedores pensam. Eles acreditam que o transporte alternativo não dê vazão aos anseios da população, levando-se em conta que muitos dos ônibus também ficam presos no engarrafamento e os metrôs e trens muitas vezes se encontram em péssimos estados.
Com todos esses obstáculos, o resultado não poderia ser outro. A média de público dos clubes cariocas caiu e nem as promoções feitas por outros clubes têm feito com que os torcedores cariocas troquem o conforto da casa, pela emoção e adrenalina das arquibancadas.

A máfia de taxistas e flanelinhas no acesso ao Cristo.


O Cristo Redentor foi reinaugurado no fim do mês passado, e os acessos rodoviários foram liberados no último dia 10. Mas quem quiser visitar a atração turística vai ter que enfrentar abusos de alguns taxistas e de flanelinhas.
O trem que sobe ao Cristo está parado desde o começo de abril, quando fortes chuvas causaram deslizamentos que interditaram a linha férrea. Ao lado da estação, pelo menos cinco flanelinhas abordavam motoristas que tentavam estacionar nas ruas próximas
O valor é o custo de quatro passagens de ida e volta: R$ 25 cada, em vans, do Cosme Velho até a Estrada das Paineiras, onde fica a entrada para o Cristo. Lá, o ingresso por visitante custa R$ 24,20, incluído o translado em vans, ida e volta, até o monumento. O valor total para a família de quatro pessoas daria R$ 196,80.

Taxistas cobram por pessoa, e não usam o taxímetro


Taxistas organizados em uma fila abordavam turistas que desembarcam de ônibus no ponto em frente à estação do Corcovado, no Cosme Velho. “Se você quiser subir, cobro R$ 20 por pessoa, para um mínimo de quatro pessoas no meu táxi”, ofertou um taxista. “Se você decidir, me avisa, senão perco meu lugar na fila”, disse. Ele deixou um cartão onde se identifica como taxista da cooperativa Corcovado Car Service.

A corrida de táxi do Cosme Velho até o Cristo não passa de R$ 18, na bandeira dois, como determina a legislação, já que é um trecho de subida íngreme. Na entrada para o monumento, não foi difícil encontrar turistas que pagaram muito mais do que deviam.

Com todo o abuso dos taxistas e flanelinhas fica cada vez mais difícil e desprazeroso fazer uma visita ao melhor ponto turístico da cidade do Rio de Janeiro, que temos a ousadia de dizer que é a 7ª maravilha do mundo.
Sendo assim, os turistas começam a ficar descontentes com os pontos negativos e o "assalto" dos taxistas e flanelinhas. O que deveria ser um programa prazeroso,descontraido e de fácil acesso a todos, por se tratar de um ponto turístico e cultural do Estado, começa a pesar no bolso e na paciência de todos que lá vão.
Se não fosse um local de peso a ser conhecido na cidade é mais do que certo que cairia bastante o número de visitantes, esse número já vem diminuindo.

Na Lapa

Conhecido como berço da boemia carioca, também é famoso pela arquitetura, a começar pelos Arcos - conhecidos como Arcos da Lapa, construídos para funcionarem como aqueduto nos tempos do Brasil Colonial e que agora servem como via para os bondinhos que sobem o morro de Santa Teresa.


A Lapa tem muitos pontos positivos, mas por outro lado a grande preocupação é da insegurança e da sujeira. Muitos moradores de rua, menores infratores aproveitam da grande movimentação, principalmente nos finais de semana, para cometer assaltos, furtos e agressões. Turistas têm a curiosidade de conhecer a Lapa, mas tem receio devido à má fama do local.
O mau hábito dos freqüentadores do local é não preservar esse patrimônio que é tão conhecido mundialmente. Não há conscientização da população em relação o mal que o lixo pode causar, o cheiro, o entupimento de bueiros, doenças...
O vandalismo só cresce no Rio de Janeiro, e uma demonstração disso é a pichação nos monumentos históricos, não só na Lapa, mas como na cidade inteira.


Lapa

Eu me sinto fraco, longe,
saudade dos Arcos e do Bonde,
LAPA, bem-vindo aonde os ratos se escondem,
espaço da cidade que pra mim é um marco,
não é viagem, toda vez que eu parto, eu nasço,
toda vez que eu parto, uma parte de mim se faz,
cada verso é um pedaço disso que eu deixei pra trás,
esse é meu universo, curtiços, cabarés, vidas,
sem compromisso, vivida do jeito que não se vive mais,
e a cada vez que eu tô de volta,
são mais crianças na calçada, isso muito me revolta,
sem esperança, minhas lembranças de infância,
viraram souvenir de nada, olhe em volta,
mas eu me sinto forte, perto, dos amigos,
no Rio antigo, esse é meu abrigo, onde eu me identifico,
esse é meu bairro, parcero,
da Riachuelo a Taylor,
todos tem que reconhecer que...

Quem faz a LAPA viver...é nós!
Quem faz a LAPA viver...é nós!

Joaquim Silva, às 5 da matina,
família, num free da esquina,
as mina chama as amiga pra ver, (Marecha na
rima!), sem imitação de platina, tira os refletor de
cima, só o espírito dos mestres das antiga, que
ilumina, Bezerra, Morenguera, João Nogueira, Jovelina,
bota a mão no coração, os copo de limão pra cima,
muita
saúde LAPA, um brinde à malandragem, aos que não estão
mais com nós, paz, derramo um gole de homenagem, cada
pingo no chão, fortalece a raíz, a razão de quem quer
ser feliz na missão, meus irmão, tão de pé, sempre
disposição, só quem é, com meu som, sua mulher pede
bis, vacilão, eu vivo a pista, a visão não mudou, é o
mesmo chinelo no chão, coração merecedor, pra quem diz
que eu sumi, não entende profissional, nem todo sábado
eu tô lá, mas a batalha ainda é real...

Quem faz a LAPA viver...é nós!
Quem faz a LAPA viver...é nós!

A LAPA, a LAPA tá voltando a ser a LAPA, onde ainda
tem brasa, tem sinal de fumaça, já são 8 da manhã, a
gente ainda tá aqui, tipo 998, eu, Marecha e Aori, é
só olhar pro lado, a gente ainda tá ali, viu? num é só
de rima que se faz um MC, também de sonhos de rua, de
ter uma boa mina, de chegar no palco do Circo e todo
mundo botar a mão pra cima, lá eu aprendi que tem que
tá sempre alerta, um bom lugar, uma boa conversa,
pedaço cheio de gente trabalhadora, fica ou não de
bobeira de segunda a segunda-feira, correr atrás do
seu espaço nos palcos, ou, ficar esperando o sol
nascer atrás do Arcos, se não conhece, pode chegar
parcero, o coração da Boemia, Centro, Rio de
Janeiro...o L é o meu lar, o A é o amor que não pode
faltar, no P eu peço paz aos parceiros, aos pioneiros,
poetas e partideiros que estiveram aqui entre nós...

Quem faz a LAPA viver...é nós!
Quem faz a LAPA viver...é nós!